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Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro
Alunos 8ºC
Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro
No âmbito do projeto de AFC – Autonomia e Flexibilidade Curricular, a nossa turma realizou na disciplina de História uma reflexão sobre a criação/história da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, que celebra os seus 264 anos, e com ela as pequenas histórias que floresceram com a vinha nas escarpas rudes do Douro!
Em setembro de 1756, por alvará régio de D. José, foi criada a Companhia Geral de Agricultura das Vinhas do Alto Douro que daria origem à mais antiga região vitícola demarcada do mundo. Esta medida deveu-se a Sebastião de Carvalho e Melo, futuro Marquês de Pombal, e visava colocar um pouco de ordem no comércio dos vinhos do Alto Douro que se encontrava à beira da rutura. Na sequência da criação da Companhia, Sebastião José mandou assinalar com marcos as terras onde se produziria o melhor vinho, o chamado vinho de Feitoria, destinado à exportação.
Nestes 264 anos de existência, a região demarcada, produtora de um dos néctares mais apreciados da Terra, o vinho do Porto, nem sempre viveu pacificamente à sombra dos seus vinhedos. Houve revoltas, como a “guerra dos taberneiros”, gente morreu, pragas, como a filoxera dizimaram as vinhas deixando o povo sem pão e muitos produtores na miséria...
A vinha no Douro é uma história antiga que remonta, pelo menos, ao tempo dos Romanos como comprovam os lagares descobertos em várias escavações arqueológicas da região. Depois, veio a Ordem de Cister que fez a cultura sistemática da vinha explorada, diretamente pelos monges, ou por rendeiros.
Nas quintas que rodeiam o concelho é possível provar um Porto de honra e ver exemplares ancestrais da pisa do vinho… lagares e lagaretas escavados na pedra, em contraste com as novas práticas de uma arte tão antiga que se perde no tempo e que enaltece a região e as suas gentes.
Volvidos 264 anos da assinatura de tão importante documento, cabe ainda hoje aos habitantes do concelho assegurar a produção moderna e de elevada qualidade de tão precioso néctar (à mesa e na economia nacional).
Outrora, o trabalho era realizado de forma tradicional, com recurso ao trabalho braçal e com ajuda dos animais, hoje uma grande parte da plantação das vinhas e da produção vinícola recorre às mais modernas técnicas agrícolas, sem descurar uma preocupação global com os impactos positivos e negativos da ação/intervenção humana para o progresso da região e do ambiente.
No tempo áureo da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, cresceram as aldeias e construíram-se belos solares que ainda hoje são visíveis um pouco por toda a região duriense.
São João da Pesqueira, convida a uma caminhada pelo concelho… que surpreende com a sua beleza natural.


